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Testamos

Exclusivo e acessível

Em frente a um mar de águas cristalinas, o Ritz Lagoa da Anta inaugurou o conceito de urban resort na capital alagoana

Aliar o conforto e a exclusividade de um resort com as facilidades que a proximidade dos centros urbanos traz. Esse é o conceito urban resort, aplicado com excelência pelo Ritz Lagoa da Anta em Maceió, capital das Alagoas. O hotel de 196 apartamentos está de frente para a praia e tem como um dos destaques a decoração para diferenciar suas quatro categorias de apartamentos: Premium Floor, Premium Plus, Bali Floor e Design Floor.

Segundo Alexandre Silva, gerente de contas do hotel, os dois primeiros têm características padrão, enquanto os dois últimos primam pelos detalhes. O Bali Floor, por exemplo, tem decoração inspirada na Indonésia, cama com dossel, é perfeito para casais em lua-de-mel e por isso mesmo não acomoda crianças. Já o Design Floor é voltado para executivos e tem decoração clean com toques alagoanos. Trata-se da única categoria de apartamentos com varanda, balança digital no banheiro e minibar com porta de vidro. Como forma de valorização da arte local, quadros e esculturas de artistas alagoanos podem ser observados em todas as categorias de apartamentos e nas áreas comuns do hotel, no Centro de Convenções Aurélio Buarque de Holanda e nas salas de reuniões e apoio que ocupam o primeiro andar e parte do térreo.

No quesito lazer, o hotel oferece piscina, saunas, duas quadras de tênis de saibro, quadra de vôlei gramada, campo de mini-golfe, fitness center com personal trainner, kid’s club e o Le SPA para tratamentos relaxantes e estéticos. A grande sensação do SPA é a possibilidade de submergir em uma das banheiras de pedra vulcânica trazidas da Indonésia, exclusividade que nenhum outro hotel brasileiro ostenta. Dois gazebos ao lado da piscina guardam a preciosidade, que demandou investimentos de US$ 25 mil e uma logística especial para o transporte. O caminho para os gazebos é protegido e a estrutura pode ser fechada com uma cortina para evitar olhares curiosos.

A gastronomia também é bem cuidada e no hotel existem dois bares e dois restaurantes com ambientação diferente. O Solarium Deck Bar fica ao lado da piscina e, como o nome diz, conta com um deque com vista para a praia. Ao lado da recepção, o Zumbi Lobby Bar é bastante procurado para happy hours não apenas pelos turistas, como também pelos maceioenses. Já o Cana-Café Brasserie, onde é servido o café-da-manhã, tem vista para a piscina, oferece almoço à la carte e jantar com música ao vivo. Por fim, o destaque do empreendimento: um charmoso bistrô com iluminação indireta, louças ornadas com fios de ouro e prataria do século 18. Batizado com o nome do fruto do mar mais famoso na região, o Le Sururu Bistrô faz parte da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança. Comandado pelo chef italiano Franco Borelli, o cardápio é uma mescla de internacional com nordestino, privilegiando os ingredientes alagoanos. Como o sururu de quem o estabelecimento empresta o nome.

#I1# Paraíso das águas

Quem ultrapassar os limites do resort vai encontrar belas paisagens, praias tranqüilas, roteiros culturais, recepção hospitaleira e calorosa. Maceió é uma cidade que encanta à primeira vista, literalmente. Na chegada do aeroporto, o cruzamento das avenidas Juca Sampaio com Comendador Gustavo Paiva, contribui para uma mirada panorâmica ao mar de águas “azul-turquesa-verde-esmeralda”. Superado o impacto, a sugestão para o primeiro dia é descansar os pés nas areias das praias de Jatiúca, vizinha ao hotel, Ponta Verde ou Pajuçara, as urbanas mais movimentadas. A última praia é ponto de partida para um dos roteiros mais conhecidos da cidade: o trajeto de jangada às piscinas naturais que se formam na baixa maré.

Outro passeio imperdível é à praia do Gunga, a quarenta quilômetros da capital, rumo ao sul. Se puder escolher, vá durante a semana. “Descoberta” há pouco tempo, a paradisíaca faixa de areia entre um imenso coqueiral e o mar costuma ser bastante disputada pelos turistas aos sábados e domingos. No retorno a Maceió, vale uma passada pela praia do Francês, no meio do caminho entre o Gunga e a capital. No trecho mais movimentado, uma barreira de corais amortece as ondas, que chegam à beira da praia bem mansinhas. Já no outro extremo, as fortes ondulações atraem surfistas. Bastante conhecida, a praia costuma ficar cheia (de turistas e ambulantes) nos fins de semana e durante a alta temporada.

Mas como descobrir novas praias é uma espécie de vocação em um país com 8,5 mil quilômetros de costa, a nova queridinha alagoana é Duas Barras, no município de Jequiá da Praia, a aproximados setenta quilômetros ao sul de Maceió. Além do mar de águas mornas, os turistas se encantam com os passeios de bugue pelas enormes falésias de rochas coloridas e com a possibilidade de tomar um banho doce (e gelado) no rio Jequiá.

#I1# Delícias alagoanas

Maceió também se destaca pela oferta gastronômica diversificada. Além dos pratos típicos e daqueles à base de frutos do mar, os turistas podem experimentar ali sabores de todo o mundo. Prova disso é o badalado Wanchako, peruano aberto há doze anos. Além da cozinha impecável, o restaurante comandado pelo peruano José Luís Risco Bert e pela chef alagoana Simone Bert se destaca pelo ambiente rústico-chique, com decoração peruana, iluminação indireta e paredes pintadas em tons quentes.

Para aqueles que não abrem mão da comida brasileira e apreciam um bom happy hour, a indicação é o Divina Gula. Aberto em 1988, o restaurante começou em uma pequena garagem, onde os proprietários André Generoso e Cláudia Mortimer vendiam pães de queijo e cachaça. Com o passar do tempo, a casa ampliou o cardápio e os serviços até chegar ao que oferece hoje: uma rica mistura de quitutes mineiros, apresentação impecável e atendimento idem. Se a idéia é aproveitar a famosa hora feliz da casa, é bom se apressar. Com o cair da noite, aumenta a concorrência pelos lugares.

Localizado no município vizinho de Marechal Deodoro, o Bar do Pato é outro ambiente perfeito para petiscar nos fins de tarde. O cardápio oferece opções com frutos do mar e especialidades com a ave que dá nome à casa, servidos em uma ampla palhoça com vista para a lagoa Manguaba. No retorno, aproveite para visitar o Pontal da Barra, bairro de rendeiras e pescadores. As artesãs tecem o filé, bordado típico do estado, nas portas das casas, vendem as peças a preços mais baixos do que os praticados nos mercados de artesanato e contam histórias da tradição que persiste no local há gerações.

Se os planos são passar o dia na praia e comer algo por lá mesmo, pegue a rodovia AL 101 Norte e fixe acampamento no Hibiscus Restaurante e Mar, na quase deserta praia de Ipioca, a 30 minutos de Maceió. O restaurante fica dentro de um condomínio e funciona como uma casa de praia comunitária. A idéia ali, segundo os proprietários Melina e Gastão Vasconcelos, é que o turista chegue logo pela manhã e passe o dia curtindo a praia e desfrutando da gastronomia baseada em frutos do mar. A estrutura e o ambiente permitem esse capricho: a distância entre as mesas proporciona privacidade, as caixas de som propagam acordes tranqüilos e um deque foi transformado em uma espécie de lounge, com espaço para tirar um cochilo depois do almoço. Uma dica: ligue antes para reservar os lugares, pois para garantir a tranqüilidade dos freqüentadores, a casa não recebe mais turistas do que comporta.

#I2# A jornalista Camila Lucchesi viajou a convite do Ritz Lagoa da Anta


Praia de Duas Barras Crédito: Camila Lucchesi

Praia de Duas Barras



Fachada do Ritz Lagoa da Anta, urban resort em Maceió Crédito: Divulgação

Fachada do Ritz Lagoa da Anta, urban resort em Maceió



Apartamento temático Design Floor Crédito: Divulgação

Apartamento temático Design Floor



Cenário do Hibiscus Restaurante e Mar, na praia de Ipioca Crédito: Camila Lucchesi

Cenário do Hibiscus Restaurante e Mar, na praia de Ipioca


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