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Europa Oriental

RÚSSIA, DE BRAÇOS ABERTOS

Moscou e São Petersburgo estão de volta aos tempos opulentos. A boa notícia: basta ter um passaporte brasileiro válido para descobrir porque essas cidades são incríveis
Cristiani Apolonio

CATEDRAL DE SÃO PETERSBURGO

Viajar à Rússia já foi um sonho complicado para os brasileiros. A começar pelo calvário para tirar o visto de entrada, uma operação burocrática, lenta e custosa que exigia o preenchimento de formulários e a garantia de reserva antecipada de todos os hotéis do roteiro. Apesar de ter palácios exuberantes e museus repletos de atrações, há duas décadas Moscou e São Petersburgo, as duas maiores cidades do país, eram lugares sem graça: exibiam uma série de prédios e vitrines cinzentas, com vida noturna quase inexistente. O maior símbolo eram os quadradões e ultrapassados automóveis da Lada.

A vida mudou um bocado por ali. Primeira boa notícia: a exigência do visto de entrada para brasileiros em território russo acabou há quase dois anos. Desde então, um passaporte válido é o único documento que uma pessoa nascida aqui precisa mostrar para entrar no maior país da face da Terra, sem pagar nada – europeus ainda precisam desembolsar o equivalente a R$ 225 pelo direito de estar ali. Enquanto isso, as maiores cidades da Rússia tornam-se cada vez mais territórios cosmopolitas e opulentos, muito diferentes do que foram nos tempos da Guerra Fria.

A múmia da Praça Vermelha

CATEDRAL ORTODOXA DO CRISTO SALVADOR, MOSCOU

 

Para começar a descobrir Moscou esqueça o fuso horário, que varia entre seis e oito horas de diferença, e siga para o mais conhecido cartão-postal da capital: o Kremlin. A fortaleza construída sob a ordem dos czares, os todo-poderosos do Império Russo, é conhecida localmente como krasnaya (vermelho em russo), uma referência aos tijolos escarlates dos edifícios.

 

CATEDRAL DE SÃO BASÍLIO, MOSCOU

Forte candidata ao posto de praça mais bonita do mundo, essa área exibe prédios espetaculares – como a catedral de São Basílio com suas cúpulas coloridas – e alas convertidas em museus riquíssimos, como o Palácio Patriarca – onde estão expostos tesouros dos tempos dos reis russos – e a Ala dos Diamantes – local onde ficam guardadas algumas das maiores pedras, como o diamante de 190 quilates que pertenceu à rainha Catarina, no século 18.

Para não ter de fazer a visita em passo acelerado, é bom saber que o acesso a museus e monumentos russos se encerra uma hora antes do horário de fechamento. Vá preparado para desembolsar um dinheirinho extra, se quiser fazer imagens com sua câmarea: é prática comum cobrar uma taxa para fotografar ou filmar no interior destas atrações.

É com os olhos voltados para esta praça que Vladimir Putin, presidente e homem-forte da Rússia, deverá passar a maior parte dos seus dias até 2018.  O Kremlin é a sede do poder russo desde 1917, quando Alexandre 2º, o último dos czares foi derrubado do poder e fuzilado com a família. O homem que comandou a revolução que o derrubou continua por ali, literalmente. Vladimir Ilich ou Lênin, como ficou mais conhecido, foi mumificado após sua morte, em 1924. Desde então é mantido em um mausoléu, inicialmente feito de madeira, cuja construção foi concluída em 1930. Atualmente, o local é sede do Centro de Tecnologias Biomédicas do Instituto de Plantas Aromáticas e Medicinais da Rússia.

CALÇADÃO DA RUA ABRBAT, MOSCOU

Money,money, money

GUM, CENTRO DE COMPRAS DE LUXO EM MOSCOU

Apesar da crise econômica que sacode o planeta desde 2008, muito dinheiro circula pela Rússia atualmente. O país é grande exportador de gás, petróleo e minérios, mas também está ávido pelo consumo e pelas novidades. Fortunas não param de surgir e o resultado é que hoje Moscou é a cidade do planeta com o maior número de bilionários, segundo a revista Forbes.

Para atender a essa clientela, um mundo de ouro e diamantes acolhe quem tem dinheiro para gastar com reverências e luvas brancas, como em poucas regiões do mundo, nos endereços comerciais mais badalados – como o triângulo entre os centros comerciais GUM e TSUM e a rua Tverskaya, a artéria comercial mais elegante de Moscou. Nesta redondeza estão todas as marcas luxuosas: da Ferrari à Louis Vuitton, de Ermenegildo Zegna a Chanel ou Christian Dior. Hotéis boutique não param de abrir as portas na cidade, assim como bares descolados, restaurante nos quais se come qualquer tipo de culinária e pistas de dança animadas.

Situado no número 21 da rua Tverskata, a versão moscovita para o Champs-Elysées de Paris, com cafés e hotéis luxuosos, o Museu de História Contemporânea é o lugar certo para testemunhar a ascensão e a queda do comunismo. Os registros estão todos lá. De pedras atiradas pelos revoltosos contra o czar Nicolau, na Revolução de 1905, em São Petersburgo, aos instrumentos de tortura usados contra inimigos do regime, milhares de roupas, objetos e registros sonoros, passando por 130 mil fotografias e pôsteres, 400 esculturas e 772 mil documentos. Situado na antiga sede do Clube Inglês de Moscou (1831-1917), o próprio edifício já vale por sua história.

SUÍTE KREMLIN DO HOTEL BALTSCHUG KEMPINSKY, MOSCOU - FOTO: DIVULGAÇÃO

Arte no metrô

Moscou, cidade frenética com arranha-céus dos tempos do comunismo, começa a mudar de cara: guindastes prenunciam a chegada de prédios mais modernos. Encarar o trânsito moscovita transformou-se em um exercício que exige altas doses de paciência, fato que tem levado muitos turistas para o subterrâneo. É lá que circula um dos metrôs mais luxuosos do mundo, com doze linhas  –  incluindo uma em formato circular que se conecta a todas as outras. Parte das 180 estações é decorada com mármore e estátuas – o que lhes dá um ar de sala de exposição -, como a Komsomolskaya, a Mayakovskaya, a Arbatskaya e a Park Kultury.

JARDINS DO KREMLIN, MOSCOU

Atenção: para explorar este roteiro de arte subterrâneo sem o risco de perder-se é fundamental ter noções básicas de cirílico, linguagem baseada no alfabeto grego que é utilizada por ali desde o século 10, quando o príncipe Vladimir, converteu-se ao cristianismo ortodoxo de Bizâncio. Boa parte das letras é comum, mas há mudanças nesse alfabeto, em relação ao romano, que podem causar confusão: o “R” é escrito “P”, “S” vira “C” e “N” é grafado “H”. O bilhete unitário de metrô custa 28 rublos, menos de R$ 2.

Desembarque na estação Kropotkinskaya para ver de perto a Catedral Ortodoxa do Cristo Salvador, mundialmente conhecida desde fevereiro deste ano devido à polêmica envolvendo quatro integrantes do movimento punk Pussy Riot. Com as cabeças enfiadas em balaclavas coloridas que deixavam apenas olhos e bocas visíveis, elas cantaram e dançaram em um dos altares uma música, cujo refrão era “Mão de Deus, mande Putin Embora”. Foi apenas o episódio mais recente da catedral com a história mais agitada da face da Terra.

Uma primeira versão do templo foi construída em mármore e ouro no século 19, para celebrar a vitória do exército russo contra Napoleão Bonaparte. Em 1933, a estrutura foi dinamitada pelos comunistas que desejavam acabar com as peregrinações religiosas e substituída por uma imensa piscina pública. Reconstruída no início da década de 1990 com investimento de US$ 350 milhões, desde então ela vive lotada de crentes. Nos cultos religiosos, a multidão acompanha de pé as palavras dos sacerdotes, um mais barbudo do que o outro. Diante de um altar repleto de ícones pintados – mas sem nenhuma estátua – eles entoam orações cantadas.

A quinze minutos de caminhada está a mais conhecida via de Moscou, a Arbat. Na verdade são duas ruas com o mesmo nome, a Velha e a Nova, ambas convertidas em calçadões nos quais se caminha ouvindo música por alto-falantes. A região concentra cafés e alguns endereços interessantes, como o novo Tochka G – museu com arte inspirada em sexo – ou o apartamento no qual viveu o poeta Nikolai Gogol, russo de origem ucraniana (1809-1852). Também oferece variedade e bons preços para souvenires, a começar pelas matryoshkas, as tradicionais bonequinhas de madeira em tamanhos diversos que se encaixam umas dentro das outras.

O sonho de Pedro

ARQUITETURA EM SÃO PETERSBURGO

Se Moscou é uma cidade com os pés repartidos entre a Europa e a Ásia, a alma de São Petersburgo é incontestavelmente europeia. Além do fato de estar situada bem mais próximo do coração do continente do que a atual capital russa, este espírito nasceu com o seu fundador: Pedro Alexeyevich Romanov que, anos mais tarde, seria conhecido como o czar Pedro, o Grande.

Entusiasmado pelas ideias que aprendeu com tutores estrangeiros nos tempos de príncipe, ele viajou incógnito cerca de 18 meses pela Europa. Fixou-se principalmente na Holanda e, em sua volta, adotou as mesmas três faixas horizontais nas cores azul, branco e vermelho para a bandeira de seu império. Em 1703, Pedro fundou uma cidade magnífica que começava em uma fortaleza, erguida como defesa contra os suecos,  e avançava sobre as ilhas cortadas pelos canais do Rio Neva. Por ser devoto do apóstolo Pedro, a batizou como São Petersburgo, a cidade de São Pedro.

Quatro décadas depois de sua morte, em 1762, coube às suas sucessoras no trono, Elizabeth e Catarina prosseguirem no intuito de dar um ar grandioso àquela cidade. Entraram em ação arquitetos geniais, como o italiano Bartolomeo Rastrelli e Carlo Rossi, que cobriram seu território com palácios barrocos e neoclássicos. Foram devidamente reformados e estão impecáveis atualmente. Em 1914, a briga entre Alemanha e Rússia na Primeira Guerra Mundial levou a metrópole a ser renomeada com uma alcunha menos germânica e mais nacional: Petrogrado. A morte de Lênin, dez anos depois, rendeu homenagens que levaram a um novo batismo da cidade, que passou a ser conhecida como Leningrado. Foi apenas a partir de 1991 que São Petersburgo recuperou o seu nome original.

O monumental Hermitage

PALÁCIO DE INVERNO EM SÃO PETERSBURGO

Se os moscovitas têm como epicentro o Kremlin e a Praça Vermelha, a rua mais efervescente de São Petersburgo é indiscutivelmente a Nevski Prospekt. Corta cerca de quatro quilômetros e continua tal como nos tempos em que gênios como o escritor Fiódor Dostoievski e músicos como Igor Stravinki, cruzavam suas calçadas, misturados com a nobreza.

A avenida conta com os principais monumentos da cidade – como o Palácio dos Czares e a Catedral com colunas de lápis-lazúli e mosaicos incríveis – e vitrines com as grifes mais luxuosas. Cuidado, pois as estações de metrô desta região costumam esconder gangues de ladrões. No momento em que os trens abrem as portas, grupos cercam os turistas e enfiam as mãos em bolsos e bolsas furtando carteiras, passaportes e telefones celulares.  Procure proteger seus pertences e fique atento entre um percurso e outro.

O espetacular Palácio de Inverno, de onde os czares e czarinas reinaram na Rússia antiga, foi convertido em um museu que hoje é considerado o terceiro maior do mundo (depois do Louvre, em Paris, e do British Museum, em Londres). Ele é tão grande que você pode passar mais de uma semana visitando-o e revisitando-o, sem repetir uma tela.No total são 3 milhões de quadros e objetos expostos, além de um bocado guardado longe dos olhos dos visitantes, “Mostramos cerca de cinco por cento das peças que temos”, conta Mikhail Piotrovsky, diretor do Hermitage. “O restante tem de ficar guardado, por falta de espaço.”

É um milagre imaginar que os edifícios que formam esse palácio tenham  ficado de pé após quase trinta meses de bombardeios e cerco dos nazistas, em um dos episódios da Segunda Guerra Mundial. Não só o prédio recuperou-se, como acabou enriquecendo seu acervo com 87 obras do período Impressionista e Pós-Impressionista que os soviéticos tomaram dos museus alemães de Berlim, quando conquistaram a cidade. Estão lá obras-primas como “Place de La Concorde”, do francês Claude Degas, quinze telas de Auguste Renoir (incluindo “No Jardim”), mais quadros de Vincent Van Gogh, Claude Manet, Toulouse-Lautrec, Henri Matisse…

PARQUE EM FRENTE À CATEDRAL DE SÃO PETERSBURGO

Os alemães até que tentaram fazer pressão para consegui-las de volta, mas foram vencidos pela argumentação dos russos de que o conflito havia matado 20 milhões de pessoas, destruído 500 museus em território soviético e saqueado tesouros, como o quarto de âmbar da czarina Catarina, ali mesmo no Hermitage. E, já que as obras-primas não serão devolvidas, planeja-se uma ampliação do edifício em frente ao museu para aumentar o espaço de exibição da coleção de arte.

Versailles em versão russa

A exempo de Veneza ou Amsterdã, São Petersburgo é cortada por canais – que são navegáveis entre maio e outubro, período em que o frio é menos intenso por lá e as águas não congelam.O passeio mais bonito liga São Petersburgo a Petershoff, cidade vizinha onde o czar Pedro, o Grande, mandou contruir sua residência de verão. Com palácios, jardins suntuosos e nada menos que 173 fontes, é a releitura russa do esplendoroso Palácio de Versailles, na França.

Os hidrofoils, pequenas embarcações da Peterhof Express partem do pier de Admiralteiskaya, perto do Palácio de Inverno e da estação de metrô Admiralteiskaya. Na volta a São Petersburgo, não deixe de prestar um tributo à estátua de Pedro Sobre o Cavalo, o fabuloso monumento em bronze que retrata o homem que sonhou com este incrível cenário. Do outro lado do rio Neva, não perca a Fortaleza de Pedro e Paulo (Petropavlovskaya Krepost, em russo), a construção mais antiga da cidade. Dentro dela fica a catedral projetada pelo arquiteto italiano Domenico Trezini durante o século 18. É ali que o czar Pedro e todos seus nobres sucessores até Nicolau 2º, o último da estirpe, estão enterrados.

ESTÁTUA DE PEDRO SOBRE O CAVALO, SÃO PETERSBURGO. FOTO: DIVULGAÇÃO

CHUTEIRAS E SAPATILHAS

Espetáculo do balé Bolshoi. Crédito: Bolshoi/Damir Yusupov

São Petersburgo e Moscou disputam a supremacia em tudo, do futebol ao balé. E se, na temporada passada, os petersburguenses levaram a melhor em campo com o título russo conquistado pelo FC Zenit  (nova casa do atacante brasileiro Hulk), quando o assunto é dança clássica o resultado é um rigoroso empate. Os moscovitas têm o Bolshoi (foto), mas a antiga capital dos czares também conta com uma companhia à sua altura. Os movimentos precisos e graciosos dos bailarinos podem ser vistos no palco do teatro Mariinsky, conhecido como Kirov, nos tempos soviéticos. O curioso é notar que ambas ficam em endereços idênticos – em Moscou e São Petersburgo: praça Teatralnaya,1. Os ingressos variam de 200 a 2.000 rublos, algo entre R$ 15 e R$ 150.

Teatro Bolshoiwww.bolshoi.ru

Teatro Mariinskywww.mariinsky.ru

O MAIS TÍPICO DOS SOUVENIRES

Matryoshka russa. Crédito: Divulgação/Kalinka

Não há como viajar para a Rússia e não trazer ao menos uma matryoshka na bagagem. A boneca de madeira que guarda em seu interior várias réplicas menores de si é conhecida mundialmente como um legado artístico russo. Uma visita ao Museu das Matryoshkas, em Moscou, revela histórias curiosas sobre essa tradição criada pelos japoneses e adotada pelos russos em 1890. Ali o turista pode ver uma coleção delas, comprar algumas peças na lojinha e ainda criar o seu próprio modelo, seguindo dicas de um profissional.

Segundo a história, a família de um comerciante russo apaixonado pelas artes recebeu de presente um curioso boneco de madeira que representava um sábio budista. Quando a cabeça da peça era retirada, revelava outro boneco idêntico – apenas um pouco menor – em seu interior e outro ainda menor no interior deste. E, assim seguia-se sucessivamente até surgir o último boneco, bem pequenino.  Incentivados pelo presenteado, Vassily Zuyôzdotchkin e Sergei Malútin criaram a primeira versão de matryoshka russa, apresentada ao mundo na Exposição Internacional de 1900, em Paris. A bonequinha ganhou destaque no pavilhão do Império Russo e continua um sucesso até hoje.

Após o fim da Guerra Fria, os artesãos passaram a ter mais liberdade para pintar as peças com temas religiosos, personagens de contos de fadas e até com caricaturas de líderes políticos. As bonecas representam o souvenir mais típico desse país, quiçá um dos mais representativos do mundo. Mas cuidado na hora de comprar: com o aperfeiçoamento da técnica, hoje há peças cravejadas de ouro, prata e pretas preciosas que encarecem bastante a “lembrancinha”. (Camila Lucchesi)

Museu da Matryoshka

Leontyevskiy Pereulok, 7 – Moscou

Entrada gratuita

www.fond-narprom.ru/3 (em russo)

ROTEIRO

CRÉDITO MAURO NAKATA

COMO CHEGAR

Não há voos diretos entre Rússia e Brasil, mas o país é conectado à Europa por avião e trem. Partindo do Brasil, o primeiro trecho é cumprido com a aterrissagem em uma capital europeia. O destino e o tempo de viagem vão depender da companhia escolhida: Air France (www.airfrance.com.br), British Airways (www.ba.com), Lufthansa (www.lufthansa.com) e suas coligadas – além de empresas low cost – operam ligações para Moscou e São Petersburgo. Os trajetos somam pouco mais de 15 horas, sem contar o tempo de espera em solo. A maneira mais fácil de viajar entre as duas capitais é o trem de alta velocidade (Sapsan) da Russian Railways (www.rzd.ru). O trajeto diurno leva cerca de 4h.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

Moeda: Rublo (R$ 1 equivale a RUB$ 15)
Idioma: Russo
Fuso Horário: +7h em relação a Brasília
Documentação: Passaporte válido (pelo menos seis meses) para estadas de até 90 dias a lazer. Portar um seguro-viagem não é obrigatório, mas altamente recomendado.
Importante: Fotografar é proibido em diversos lugares e, na maioria deles, não há placas ou símbolos com indicação clara ao turista. A desobediência é punida com multa.

QUANDO IR

Junho marca a altíssima temporada nos destinos, pois a temperatura é mais amena (10ºC a 20ºC) e acontece o fenômeno das Noites Brancas em São Petersburgo, quando o sol quase não se põe. Julho e agosto são os meses mais quentes do ano (12ºC a 22ºC), com pancadas de chuva a qualquer momento. Em setembro e outubro ainda chove, mas a temperatura cai um pouco (2ºC a 15ºC). Entre novembro e março (especialmente no período dezembro-janeiro), os termômetros podem registrar até 30ºC negativos. As médias oscilam entre 2ºC e -10ºC. Sim, o inverno russo é bastante rigoroso, mas também oferece lindas paisagens cobertas de neve. No fim de abril e início de maio a temperatura sobe um pouco e a neve começa a derreter.

HOSPEDAGEM

Hotel Metropol (Moscou): Combina a suntuosa arquitetura art noveau com serviços cinco estrelas. Tem 403 apartamentos e suítes e fica bem perto de atrativos como o Kremlin e o Teatro Bolshoi. www.metmos.ru

Hotel Baltschug Kempinski (Moscou): Tem apartamentos e suítes confortáveis, com destaque para a Kremlin Suite com vista privilegiada. O SPA oferece atividades e tratamentos que vão de uma aula de ioga com vista para o Kremlin a tratamentos masculinos com a chancela da inglesa Truefitt & Hill, uma das mais conceituadas barbearias do mundo. www.kempinski.com

Rocco Forte Astoria Hotel (São Petersburgo): No centro histórico, o hotel centenário oferece 130 apartamentos e 58 suítes nos quais a decoração elegante se mistura aos serviços de primeira linha. Tem SPA, fitness center e sauna. www.thehotelastoria.com

W St. Petersburg: O prédio moderno abriga 137 apartamentos e suítes ricamente decorados. Destaque para a e-wow, de 106 m2, que fica na cobertura, tem lareira, jacuzzi, dois quartos e janelas que vão do chão ao teto. www.wstpetersburg.com

GASTRONOMIA

Vogue Café (Moscou): Badalado, mistura o estilo Vogue com o talento do restaurateur russo Arkady Novikov. É dividido em três espaços (café, bar e restaurante) e oferece cardápio de inspirações variadas. http://novikovgroup.ru/restaurants/vogue-cafe/

Vodka Room N°1 (São Petersburgo): Atmosfera aconchegante e 213 tipos diferentes de vodca nacional são os principais chamarizes desse restaurante onde também funciona um museu dedicado ao destilado, criado por monges russos no século 15. www.vodkaroom.ru

Sadko (São Petersburgo): Instalado em um prédio de 1777, o restaurante aposta em decoração europeia contemporânea, com um toque art noveau. No cardápio estão pratos autênticos da gastronomia russa – como os cogumelos marinados e a salada de beterraba, batatas e cebola. www.sadko-rst.ru

Torro Grill (Moscou): É para um dos cinco endereços dessa rede que os turistas correm quando sentem saudades de um suculento bife grelhado. Mas nem só de carne vermelha vive o restaurante que também serve peixes, sopas, saladas e sanduíches. www.torrogrill.ru

OPERADORAS

Kalinka International: A empresa de receptivo representada no Brasil pela Top DMC (www.topdmc.tur.br) tem base em São Petersburgo, mas opera em vários destinos russos. Atende ao turista de lazer e corporativo, além do mercado de incentivos e eventos esportivos. www.kalinkainternational.com

Slavian Tours: Oferece vários roteiros interessantes que passeiam pelas duas cidades, com destaque para o cruzeiro fluvial de doze dias (com saídas a partir de maio) e para o pacote de luxo com duração de sete dias e saídas durante o inverno até março de 2013. www.slaviantours.com e (21) 2547-8514

Venice Turismo: Tem roteiro de oito dias para quem quer embarcar logo. Passeia pelos principais atrativos de Moscou e São Petersburgo, com saída confirmada em 22 de novembro. Há outras opções de embarque, até abril de 2013. www.veniceturismo.com.br e (11) 3087-4747

Para saber mais

Moscou – www.moscow.info

São Petersburgo – www.saint-petersburg.com e www.visit-petersburg.com

Turismo Russo – www.russiatourism.ru

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