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Observatório

Viagem de incentivo e o turismo nacional

Viagem está no topo da lista de preferências de premiação de uma campanha de incentivo. É sonho. Um verdadeiro objeto de desejo. E motivos não faltam para tanto. Em primeiro lugar, tal premiação permite às pessoas viajar de graça, realizar uma viagem cheia de diferenciais, cortesias, presentes e surpresas, o que não acontece em uma viagem comum. Em segundo lugar, os destinos são, na maioria das vezes, inusitados. Os hotéis são de alto padrão, os restaurantes de primeira, e as visitas (a museus, parques, etc.) são praticamente exclusivas para o grupo.

Por outro lado, é cada vez maior o número de empresas que compreendem a importância de premiar, incentivar e valorizar o seu público interno. O empresariado brasileiro está percebendo que as ferramentas do marketing de incentivo podem reforçar a auto-estima dos funcionários, identificando-os com os objetivos da empresa, fazendo-os “vestir a camisa”.

Um estudo realizado no Brasil pela Incentive House revela a importância dessas viagens como elemento motivador. O “efeito recall”, ou seja, o tempo médio de permanência de uma premiação na memória do contemplado, pode chegar a dez anos para essas viagens, o mais alto de todas as formas de premiação.

Mas o que é exatamente uma viagem de incentivo? Trata-se, antes de tudo, de uma poderosa ferramenta de marketing que serve para motivar pessoas e fidelizá-las, fixando na mente dos contemplados a marca responsável pelo prêmio e pelo reconhecimento. Essas viagens são elaboradas sob medida, para motivar e/ou reconhecer os participantes por motivos previamente especificados.

Como se vê, há bons motivos para que tais viagens sejam desejadas por dez entre dez empresas e por dez entre dez participantes de campanhas de incentivo. Viagem de incentivo é reconhecimento no mais alto estilo. Bom para quem viaja e melhor ainda para quem oferece. Depois de uma viagem bem-sucedida, as empresas passam a ter parceiros mais satisfeitos, motivados e fiéis.

Nesses mais de dez anos no mercado de incentivo, já criei campanhas que ofereciam viagens como premiação para os mais variados destinos e para os mais diferentes públicos. Do ponto de vista de criação, não há nada mais encantador do que incentivar as pessoas a cumprir metas, alimentando o seu imaginário com um prêmio como viagem. E mais: viagem agrega valor pessoal e profissional. Enriquece. Torna as pessoas melhores.

Entre as viagens temáticas, existem aquelas que mandam os funcionários para uma feira internacional ou para uma visita à matriz. O público envolvido na campanha adora e embarca sem nenhuma resistência. Mesmo quando a viagem não tem nenhum desses focos e é só praia, sol e curtição, com visita a museus, monumentos, galerias de arte ou parques, a adesão é igualmente imediata.

Mas há um segredo. Aliás, há sempre um segredo: é muito importante saber adequar a viagem e os passeios ao público que vai viajar, sobretudo para não causar constrangimentos.

Um elemento favorável, quando analisamos as viagens de incentivo, refere-se ao valor da premiação. É importante ressaltar que esse valor, normalmente, é autopagável, pois as viagens são oferecidas se as metas preestabelecidas forem atingidas.

Para finalizar, é importante observar que, além de motivar funcionários de diversas empresas brasileiras, as viagens de incentivo começam a movimentar o setor de turismo no país. Essa é uma das atividades econômicas que mais geram empregos, pelo desenvolvimento de infra-estrutura e treinamento de pessoas para receber visitantes. Atualmente, o segmento de viagens de incentivo já é reconhecido pela Embratur.

Para a Organização Mundial de Turismo (OMT), até 2020 a quantidade de viajantes no mundo deve chegar a 1,6 bilhão, e os segmentos turísticos que indicam vocação para crescer nessas duas décadas são o de eventos, o de incentivo e o de aventura. Só a Incentive House embarcou, nos últimos três anos, mais de mil passageiros para destinos tão diversos como a Copa do Mundo na Ásia (Japão/Coréia), safáris na África do Sul e a exploração da natureza em Bonito, no Mato Grosso do Sul, entre outros.

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