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Espaço Sebrae

Folia da música independente

De 7 a 11 de fevereiro, Recife ferveu com a Feira Música Brasil e com a comemoração dos 100 anos de frevo

O show de abertura da Feira da Música Independente Internacional de Brasília (FMI) apresentou Egberto e Alexandre Gismonti e reuniu 1,3 mil pessoas no Teatro Nacional de Brasília Crédito: Márcia Gouthier

A comemoração do Centenário do Frevo, no dia 9 de fevereiro, foi uma das principais atrações da primeira edição da Feira Música Brasil (FMB), realizada entre os dias 7 e 11 de fevereiro em Recife. Na ocasião, foi lançado um CD comemorativo, e um grande show promovido pela Prefeitura do Recife reuniu grandes nomes da música brasileira, entre eles, o ministro da Cultura, Gilberto Gil.

A Feira Música Brasil seguiu os moldes dos grandes eventos internacionais do setor e integra o conjunto de ações do Ministério da Cultura para o desenvolvimento da Economia da Cultura no País. Promovida pelo Ministério da Cultura e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com realização da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), patrocínio da Petrobras, e parceria do Sebrae, Prefeitura do Recife e Governo de Pernambuco, a feira criou um ambiente inédito de negócios para a música, envolvendo empresas e empreendedores do Brasil e do exterior.

O evento foi planejado em quatro módulos. O ‘Módulo Shows’ permitiu que cerca de 50 mil pessoas tivessem acesso ao melhor da produção de videoclipes e da produção musical em shows gratuitos. Dos 35 shows, 22 artistas foram selecionados por edital público, e outros 10 foram escolhidos por uma banca de especialistas. Três bandas internacionais, convidadas pelo Porto Musical, completaram a grade de shows.

Durante os quatro dias de evento, artistas consagrados e bastante conhecidos pelo público dividiram o mesmo palco com novos talentos da música brasileira. A feira proporcionou uma fusão de diferentes estilos musicais, como Instrumental, Rock, MPB, Cultura Popular, Pop Regional, Samba da Velha Guarda, Choro, Bossa Eletrônica e Erudito, o que promoveu a diversidade de gêneros e regiões.

#I1# Negócios musicais

O ‘Módulo de Negócios’ foi criado para o encontro entre empresas e profissionais dos diversos segmentos que compõem a cadeia produtiva da música. Houve estandes, salas para reuniões e contatos. O BNDES promoveu juntamente com a Finep, o Venture Fórum Música, espaço onde as empresas puderam buscar recursos para financiar seus projetos de expansão. Essas empresas apresentaram seus planos de negócios a potenciais investidores do mercado de capital de risco.

Junto com a Feira Música Brasil veio outra ação pioneira, a rodada de negócios para o setor da música. O ambiente dessas rodadas ficou sob responsabilidade do Sebrae. Participaram cerca de 60 empresas ofertantes de todo o Brasil, entre produtoras, distribuidoras, associações de músicos e 20 compradores, inclusive internacionais.

A coordenadora nacional dos Projetos Culturais do Sebrae Nacional, Valéria Barros, explica que a rodada de negócios foi uma forma de ‘garimpar’ e qualificar as pequenas gravadoras e produtoras do País. “Setenta e cinco por cento das músicas veiculadas no Brasil são do Brasil, portanto temos de organizar o setor. Queremos que as empresas apoiadas pelo Sebrae e aquelas que ainda não fazem parte de algum grupo, se integrem em alguma associação da categoria”.

No ‘Módulo Feira de Produtos’, o Sebrae contou também com estandes espalhados num espaço de 45m², onde foram expostos instrumentos musicais, equipamentos, produtos, CDs e DVDs de artistas de vários estados do País. Para complementar o espaço, houve mostra de filmes sobre música brasileira e divulgação de projetos sociais ligados à área. O acesso foi gratuito e aberto ao grande público.

O terceiro módulo foi o Porto Musical, realizado desde 2005, e que neste ano se uniu à Feira Música Brasil. A convenção internacional promoveu, com o apoio do Sebrae, a discussão sobre música, tecnologia e mercado, em 23 conferências, de brasileiros e estrangeiros, e um curso sobre “Gestão de Propriedade Intelectual”.

#I1# Economia da Cultura

A produção, circulação e o consumo de bens e serviços culturais constituem um setor de peso na economia dos países. A Economia da Cultura é considerada hoje o setor mais dinâmico da economia mundial, tem registrado crescimento de 6,3% ao ano, enquanto o conjunto da economia cresce 5,7%. O setor já é responsável por 7% do PIB mundial, segundo estimativa do Banco Mundial.

Apenas no Brasil, pesquisa lançada em novembro de 2006 pelo Ministério da Cultura, em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a cultura corresponde ao quarto item de consumo das famílias brasileiras e que as atividades culturais já movimentam 7,9% da receita líquida total do País.

De acordo com dados do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), a música é um dos produtos culturais mais consumidos no Brasil, aquele que chega a todos os cantos do País, mas ainda são poucos os números sobre o setor. Pesquisas recentes mostram que 62% dos brasileiros apontam a música como maior motivo de orgulho nacional. A força da música no País também se traduz em sua presença no mercado interno: 75% da música consumida no Brasil é nacional.

#I2# Este publieditorial foi criado especialmente para a revista Host

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