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Editorial

Viajar é experimentar a vida

É preciso saber viver. Melhor: é preciso saber viver bem. Respeitar o momento de parar, recarregar as energias e ter novas experiências para voltar ao cotidiano mais humano e inspirado. Renovar é preciso para não cair na monotonia de fazer sempre tudo igual. E, sobretudo, para não enxergar tudo sob a mesma perspectiva.
Diariamente somos bombardeados por infinitas informações que chegam aceleradas e sem filtros, via internet. Engolidos pela correria do cotidiano, queremos acreditar – ou simplesmente acreditamos – que estamos recebendo cultura através das telas dos nossos monitores e celulares. E enquanto passamos horas debruçados em nossas janelas high-tech, perdemos a chance de apreciar paisagens distintas, olhar nos olhos das pessoas, conversar sem pressa, observar e entender diferentes histórias para, então, tirar nossas próprias conclusões e ter opiniões muito mais bem formadas sobre o que acontece no mundo real.
É por isso que, mais do que nunca, é importante viajar para refletir, ver, sentir e renascer.
Aprender a curtir o presente com a paciência dos monges zen-budistas do Japão. Sentir o vento e o sol batendo no rosto ao pedalar por caminhos nunca experimentados, dividir refeições e bater papo com pessoas que moram nesses lugares. Mergulhar nas lindas águas turquesa do mar de delícias e histórias da Grécia, berço do pensamento ocidental. Se desconectar em meio à imensidão branca do Salar de Uyuni, na Bolívia. Pôr a mão na terra, plantar, colher, processar e tomar uma xícara do melhor café colombiano – compreendendo que, além de aroma e sabor, ele está impregnado de cultura.
Voltar no tempo e sacolejar no trem que vai nos revelar o antigo caminho que aproximou dois mundos, Ocidente e Oriente, e viver esse encontro de culturas que permeia a região da antiga Rota da Seda.
Viver não é preciso, diz o célebre verso. E é justamente nessa imprecisão da diversidade que está a beleza da vida.
Boa viagem!
Gui e Flavio

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