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Editorial

O turismo como instrumento da paz

A terceira edição do Fórum Mundial de Turismo para Paz e Desenvolvimento Sustentável (FMT), realizado em dezembro em Porto Alegre, coroou os quatro anos da gestão de Walfrido dos Mares Guia à frente do Ministério do Turismo (MTur). Gestão que redirecionou a presença do Brasil na agenda do turismo internacional e colocou o assunto em pauta entre todos os brasileiros, mostrando sua importância econômica e social para o nosso desenvolvimento.

O encontro de Porto Alegre buscou a reflexão sobre os rumos do turismo por meio de experiências bem sucedidas em outras cidades, estados e países. Na Tanzânia, por exemplo, o turismo é ensinado às crianças desde o primeiro ano do ensino fundamental. É uma forma eficaz de fazer com que a população valorize esta que é uma das maiores fontes de renda do país africano. E que também avança no Brasil, onde o setor turístico aparece entre os primeiros lugares na balança comercial e que foi responsável pela geração de quase um milhão de postos de trabalho formais desde 2003.

No planeta, o turismo responde por 10% do Produto Interno Bruto mundial e emprega um em cada dez cidadãos. Só em 2006, mais de 800 milhões de turistas terão viajado para outro país. O Brasil ainda se beneficia pouco, mas o potencial é enorme. Um turista — conceitualmente, qualquer pessoa que dorme ao menos uma noite fora de casa — em visita a um local tem, pelo menos, quatro oportunidades para gastar: para dormir, para comer, para visitar os atrativos do local e para comprar. Ou seja, fomentar a cadeia do turismo de forma ordenada é gerar emprego e renda para a população.

Por outro lado, ao mesmo tempo em que gera riquezas, a atividade também pode ser conhecida como a indústria da paz. Segundo Lelei LeLaulu, presidente da Counterpart International, ONG ligada ao turismo sustentável com sede nos Estados Unidos, o turismo é a melhor forma de distribuição de renda entre ricos e pobres. Para trilhar esse caminho de justiça e igualdade social, é preciso ter muita sabedoria. E coragem, no sentido de “agir com o coração”, como mencionado pelo professor e ex-reitor da Universidade de São Paulo, Jacques Marcovitch, durante sua participação no FMT.

A chave para um mundo melhor com paz e desenvolvimento está no turismo sustentável. Esta visão, transmitida de forma consistente por Sergio Foguel, presidente da Fundação para Paz e Desenvolvimento Sustentável, durante os três anos de realização do evento no Brasil muito ajudou no direcionamento do projeto brasileiro de turismo. Da mesma maneira que inspirou a elaboração do projeto editorial da revista Host – Hospitalidade & Turismo Sustentável, parceira apoiadora do FMT.

Que no próximo ano possamos todos contribuir para a continuidade do projeto brasileiro de turismo, levando nossos destinos a participarem cada vez mais dos sonhos de viagem de todo o mundo.

Feliz 2007!

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