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Editorial

A força dos pequenos

Quem cresceu ouvindo que “tamanho não é documento” pode entender facilmente a realidade das agências de turismo brasileiras. Quando a gigante Soletur desabou, em 2001, foram os ex-funcionários que reergueram a atividade e não deixaram que o segmento caísse em descrédito, com a criação de negócios próprios. Essa força é comprovada por uma pesquisa recente da Associação Brasileira de Agências de Viagens em parceria com o Sebrae: das mais de 3 mil sócias da Abav, 72,8% apresentam receita anual de até R$ 400 mil e têm, em média, cinco funcionários. As grandes continuam existindo, mas a fatia de mercado das pequenas está garantida. O detalhamento da pesquisa é apenas um dos panoramas explorados nesta edição da revista Host.

Ainda citando a sabedoria popular, quem nunca ouviu dizer que “a união faz a força”? Pois, mesmo sem atuar diretamente no negócio turístico, o mote é posto em prática por algumas organizações dedicadas à preservação ambiental que trabalham pela sustentabilidade de diversos destinos brasileiros. Nas próximas páginas mostramos que, em diferentes pontos do país, essas instituições desenvolvem projetos que poderão atrair viajantes e sinalizam que levá-los ao contato direto com a natureza é o caminho para estimular e manter uma consciência ambiental e, de quebra, garantir a viabilidade desses negócios.

Além do esforço de tornar as novas gerações mais conscientes da conservação de nosso patrimônio natural, uma das preocupações do setor turístico é a geração de perspectivas para a população. E a realização dos Jogos Pan-Americanos no mais conhecido cartão-postal do Brasil, o Rio de Janeiro, tem tudo para gerar oportunidades para que isso se concretize. Após a realização do grandioso evento esportivo, a cidade herdará obras e melhorias permanentes. No total, R$ 1,8 bilhão estão sendo investidos nos preparativos e nas instalações do Pan 2007, que aumentarão a credibilidade da cidade como um dos mais importantes destinos de eventos do mundo. Certamente, os moradores ganham junto.

Entretanto, mesmo com um cenário de perspectivas positivas, sempre restam muitos pontos a ser melhorados. É o que aponta o relatório de competitividade turística do Fórum Econômico Mundial, que colocou o Brasil no 59o lugar entre os 124 países avaliados, tema abordado em Análise, nova seção da Host. É importante estudar todos os obstáculos que ainda travam o desenvolvimento turístico do país. Conhecê-los em profundidade é o primeiro passo para tentar resolvê-los.

Boa leitura.

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