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10 motivos para conhecer...

Turquia de todos os tempos

Junte no mesmo destino monumentos de uma história milenar, paisagens insólitas, um povo alegre e receptivo, infraestrutura turística de primeira, além de uma gastronomia saborosa. Com todos esses atributos, fica mesmo difícil não se encantar com a Turquia. O país, considerado a porta de entrada do continente asiático, tem outras curiosidades. É o único a ser banhado por 4 mares – Mediterrâneo, Egeu, Negro e Mármara. Este último, o menor do mundo e exclusivamente seu. Por suas terras passaram mais de 12 civilizações, entre elas hititas, persas, gregos e romanos até serem conquistadas pelos turcos do Império Otomano no século 13. Como legado desse trânsito, é território de locais sagrados para cristãos e muçulmanos, que compõem 99% da população. Sem contar que preservou mais ruínas gregas do que a própria Grécia e concentra mais sítios arqueológicos do que a Itália. Detalhes que todo profissional de turismo no país gosta de destacar. Sem radicalismos, a Turquia cultiva seus patrimônios cultural e natural e fez do turismo uma força econômica. O destino fica mais próximo do Brasil a partir de março com o início de voos diretos entre São Paulo e Istambul. Os brasileiros vão adorar.


Ela já foi Bizâncio, Constantinopla e, em 1930, tornou-se Istambul. Também foi sede dos impérios Bizantino, Romano e Otomano, num percurso de mais de 2.600 anos de história. Na parte antiga de Istambul, os monumentos e construções de um passado tumultuado são onipresentes.



Uma das maneiras mais agradáveis de se conhecer a intrincada geografia de Istambul é navegando no estreito de Bósforo. O largo canal de 32 quilômetros de comprimento liga o mar de Mármara ao mar Negro e divide o lado asiático do europeu. O trânsito no estreito é tão movimentado quanto o da cidade. Ele é atravessado por centenas de embarcações de carga, petroleiros, barcos de passageiros e navios de cruzeiro diariamente. No cais de Eminönü é possível tomar o barco público, cujo trajeto de ida e volta até o mar Negro dura cerca de três horas, com paradas em diversos pontos.



O coração da antiga Istambul ainda bate na região de Sultanahmet graças aos milhares de visitantes que peregrinam entre suas históricas atrações. Separadas por um jardim, o museu Aya Sophia (Santa Sofia) e a Mesquita Azul são as mais visitadas. Santa Sofia foi construída como basílica no século 6,sob as ordens do imperador Justiniano. Foi conquistada pelos otomanos em 1453, ganhou minaretes e perdeu parte de seus preciosos mosaicos e pinturas com cenas bíblicas, recobertos com cal. Desde 1935, funciona como museu e deslumbra os visitantes com sua nave encimada por uma cúpula a 56 metros de altura, revestimento em mármores verde e vermelho e por alguns surpreendentes mosaicos recuperados. A mesquita Azul mantém a atmosfera sagrada. O edifício construído pelo sultão Ahmet I para rivalizar ou ultrapassar a vizinha foi concluído em 1616. Embora continue a ser um local de oração para os muçulmanos, atrai tantos visitantes que é preciso controlar o acesso para não atrapalhar os fiéis.



Cruzar os portões do palácio Topkapi é como entrar no espírito das mil e uma noites. Construído sobre um promontório nas proximidades de Sultanhamet, com vista pra o mar de Marmara e o estreito de Bósforo, ele foi a residência oficial de 25 sultões e sede do poder imperial otomano entre 1479 e 1856. Em 1924, sua área de 70 hectares, onde 4 mil pessoas chegaram a viver, foi transformada em museu.



A vocação comercial da Turquia não passa despercebida. Nem que você não tenha paciência para olhar vitrines e pechinchar vai acabar se rendendo às evidências. Em Istambul, o Grand Bazaar, que exibe suas tentações desde o século 15, é considerado o maior mercado fechado do mundo. São cerca de 4 mil lojas, quiosques e bancas num labirinto de quilômetros de ruas, vielas, becos e milhares de pessoas.



Mais de um milhão de pessoas visitam anualmente uma pequena casa de pedra no alto do monte Coressos, a poucos quilômetros de Éfeso. Acredita-se ser ali o local onde a Virgem Maria morou no período final de sua vida (provavelmente entre 37 e 45 d.C.). Ela foi levada para lá por são João, atendendo ao pedido de Jesus Cristo para que cuidasse dela após a sua morte.



No litoral do mar Egeu, Éfeso – fundada por volta de 600 a.C. pelos jônios – é a mais bem preservada das cidades antigas do Mediterrâneo. Sob o império romano, tornou-se um rico entreposto comercial e capital da província romana da Ásia. Também ficou conhecida por abrigar uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, o templo de Artemis (ou a deusa Diana, na versão romana), do qual hoje só é possível ver as fundações. No entanto, uma visita às ruínas da cidade – cujo apogeu foi no século 4 - permite constatar sua opulência e ter uma idéia do modo vida de seus habitantes.



Nas estepes da Anatólia, a 700 quilômetros de Istambul, surpreenda-se com a “lua na terra”. A expressão é recorrente para quem chega à Capadócia e tenta entender a paisagem surreal de formas fálicas, conhecidas como “chaminés de fadas”, montes e penhascos em tons de bege, que podem chegar a 15 metros de altura. Milênios de vento e água, esculpiram o terreno de lava vulcânica espalhado por cerca de 130 km2, dando origem a essas formações. Espantosa também foi a ocupação dessas rochas pelas populações que habitavam a região nos períodos bizantino e romano. Escavadas, dotadas de portas e janelas, as rochas vulcânicas serviram como residências, igrejas e escolas. Hoje são apelo turístico de pequenos vilarejos onde as cavernas foram adaptadas para abrigar hotéis de charme e restaurantes. Caminhadas e cavalgadas pelos vales da Capadócia são alguns dos passeios oferecidos. Mas é o vôo em balões de ar quente, com partida ao alvorecer, que promete a melhor experiência na paisagem insólita. Flutuando em baixa altitude, é possível perceber detalhes da intervenção humana no “arquipélago” rochoso.



O vilarejo de Göreme, na Capadócia, preserva um patrimônio da humanidade reconhecido pela UNESCO. O Museu a Céu Aberto é formado por um conjunto de rochas onde os primeiros cristãos esculpiram igrejas, capelas e monastérios. Das cerca de 400 construções identificadas no local, cerca de 15 estão abertas à visitação. Muitas das pequenas capelas e igrejas não dispunham de janelas e o acesso era feito por apenas uma entrada.



Berinjelas, pepinos, tomates, grão-de-bico, romãs, figos secos e tâmaras, pescados, carnes de carneiro e boi, o cardápio turco tem sabores saudáveis, temperados com azeite, hortelã e outros condimentos. Uma cozinha com forte influência mediterrânea e que aproveita os ingredientes de produção local. Dificilmente, uma refeição turca não será um momento de prazer. Invariavelmente ela tem início com as mezes, entradas frias à base de legumes, queijo fresco, azeitonas, acompanhadas por pão, com ou sem gergelim. Como prato principal, a escolha pode ser um kebab (nome genérico para a carne feita na hora) de carneiro, boi ou frango, acompanhado por coalhada fresca e outros vegetais. Optando pelos pescados, a variedade também é grande: linguado, filhote de atum, anchovas, entre outros, mas sempre será o peixe do dia. E ainda tem a variante dos frutos do mar, com mariscos e lulas recheadas ou fritas.


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